7.9.07
....mas a palavra vivifica







Não [mais] direi que te esqueci.
As palavras vivificam-te.
Por isso matar-te-ei;
calando,
sofrendo,

esquecendo.



imagem: Portrait of a man with padlock on mouth - Tim Jonke
www.gettyimages.com

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posted by rafael at 01:55 | Permalink |


15 Comments:


At 07 setembro, 2007 14:20, Blogger Sandra Leite

Oi RAfael

Não sei se calando você mata ou cria um mito.
PArticularmente, acredito mais na segunda hipótese.
E não gosto de relacionar com mitos, é uma relação desigual. Fale! A libertação vem pela palavra. Acho que Freud disse isso (de maneira linda, não toca como eu :-) ).
Agora estou assumindo minhas visitas a ti.
Beijos e um lindo´feriado!

 

At 07 setembro, 2007 14:21, Blogger Sandra Leite

corrigindo...

"...não TOSCA como eu "...:-)

 

At 07 setembro, 2007 22:56, Blogger rafael

Sandra
Realmente uns dos motes da psicanálise é a questão da elaboração pela fala (ou palavras).

E Platão também já dizia que as palavras servem tanto como remédios ou como venenos, elas são um "pharmacon".

Mas apesar do texto permitir uma interpretação com ênfase no recalque, na verdade minha idéia é mostrar como as palavras dão vida.

Para mim, o lembrar está para vida, assim como o esquecer para a morte...
bjus

 

At 08 setembro, 2007 00:01, Blogger Sandra Leite

Rafael,

O esquecer é morte, mas nem sempre silêncio e esquecimento estão juntos.
Posso estar calada, em silêncio, contrita, e ter uma vida em mim que não tem voz pra se expressar. Porque optei pelo silêncio.
Isso não significa esquecimento.
Gerou um mito, um signo e algo ainda maior.
O silêncio pode ser um atalho...sei lá. Mas não é garantia do esquecimento.
Nunca sou clara ...

beijos

 

At 08 setembro, 2007 18:20, Blogger rafael

Sandra, vc foi claríssima!! rsrs

E concordo com você que o silêncio não é sinônimo de esquecimento. Ao contrário, o silêncio por vezes é pertubador. Por isso também concordei com o seu primeiro comentário com relação a libertação pela palavra (meu eu não tendo escrito!!)

Mas que tal nós pensarmos o silenciar dito no texto como um calar depois de ter falado tudo??

Vou até mudar a primeira frase, pois seu comentário me fez ver mais perspectivas para o silenciar....
bjus

 

At 09 setembro, 2007 05:29, Blogger Wolverine Logan

Belo poema e não menos belo dialogo, ping-pong, lá e cá Sandra x Rafael e qum saiu ganhando fomos nós.
Parabéns e um abraço.

 

At 09 setembro, 2007 14:54, Blogger Sandra Leite

Rafael,
Dessa maneira que você colocou...o mito morreu!
Um brinde a você!
Adoro suas palavras....já falei, santa inveja!!!!

Mas é santa...nao se preocupe :D

beijos

PS: Wolve, sua participação será sempre brilhante.

 

At 09 setembro, 2007 17:22, Blogger rafael

Wolve
Sempre ganhamos dialogando, pois sempre crescemos! E quanto ao poema,é apenas mais uma tentativa, rsrs
abraços
************
Sandra
Um brinde a nós!!
bjin

 

At 09 setembro, 2007 23:06, Blogger Silenciosa

Que bonito!
Inspirado em seu poema:
"Se eu te grito para que você vá
E você fica
Vou te calar
Para quem sabe te perder
Nas brumas do meu silêncio"

 

At 10 setembro, 2007 00:52, Blogger Fernanda Passos

As palavras também mascaram a verdade. Seja como for são elas que dão sentido a tudo. até ao silêncio que esconde o verbo. mas só esconde para os outros.para nós mesmos, nunca.

vim pelo blog de sandra e voltarei com certeza para te ler com mais calma.
o primeiro poema que li de vc vai me trazer de volta. lindo.
bj.

 

At 10 setembro, 2007 09:52, Blogger Paola a Estranha

Gatchinho, nem vou te dizer que adorei, né?!
Estas palavras me fizeram lembrar de um certo alguém falecido vivo.
bjussss

 

At 10 setembro, 2007 10:12, Anonymous 1ª Lady newton

Ai gatchinho...

Tem horas em q as coisas ficam brabas e é melhor calar...

Muito franca? Acho dignas palavras vivificantes, mas de vez em quando elas matam! E são cuéis as bichinhas! Tenho preferido ficar quietinha!

Acho digno vc passar nas pererecas q tem post meu hj lá...e to precisando de carinho! Muito.

 

At 10 setembro, 2007 12:51, Anonymous doedinha

"Até que tudo vasa e se extravasa sobre o desespero dos guardas-chuvas em fuga e a verde alegria das árvores" Mário Quintana

Ai-ai... Há quem possa, Rafinha?! Me diga, mesmo?!

Um cheirinho

 

At 10 setembro, 2007 13:50, Anonymous Anônimo

Ad

Rafa,não consigo entender como vc consegue se inspirar tanto sem estar apaixonado...Conta essa história direito, seu coração já tem dona, né?

 

At 11 setembro, 2007 00:08, Blogger rafael

Silenciosa
Que bom que meu convite ao silêncio tenha inspiraedo palavras em você!rsrs
bjos
********
Fernanda
Realmente, o silêncio apenas é para os outros, pois dentro de nós, em muitos casos, há um turbilhão de palavras. E volte sempre!
bju
********
Paola
Tuas palavras comprovam minha tese!rs
bjão
********
Lady linda!
Palavras vivificam, mas também assassinam. Nada melhor do que aprender a domar nossa língua!
beijo
********

Deixarei o Saramago responder por mim:
"Só direi,
Crispadamente recolhido e mudo,
Que quem se cala quando me calei
Não poderá morrer sem dizer tudo."
bjok
********
Ad
Meu coração não tem dona não, rsrs.
Apenas fui visitado pela beleza!!
bjus

 


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